segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Carta à Camila Leite Campos (dizem que sou eu)

Camila,

Essa sensação estranha, espero eu, terá passado e você seguramente irá rir daquela mulher, com expressão de ódio, dizendo na recepção do consultório da Dra. Olga: "Eu quero que todo mundo se "lasque", principalmente, os professores... espero que ela [A presidenta Dilma] ferre com todo mundo mesmo". Lembra que seu rosto ficou vermelho? O coração disparou? Mas você não fez nada, ficou tão indignada que não conseguiu dizer absolutamente nada.
Você sempre foi assim, não é? Quando alguém era extremamente grosseiro com você, não conseguia fazer nada e ficava com vontade de chorar.
Olha, espero que ao ler essa carta, muitas coisas tenham melhorado, ainda mais... você sempre acreditou que todos deveriam ter as mesmas oportunidades, que era uma extrema injustiça uns com tudo e outros com nada, pessoas, crianças nas ruas, estamos no caminho certo, pode acreditar, mas lembre-se de participar da mudança, não adianta ficar parada, olhando a banda passar da janela, é preciso tocar junto, na chuva, no sol... muita gente precisa.
Esse clima de ódio, espero terá passado, essa raiva, quem sabe se transformado em luta para, realmente, sentirmos orgulho desse país.

Camila.

domingo, 26 de outubro de 2014

Mentiras sinceras não me interessam...

Cazuza um dia disse: "Mentiras sinceras me interessam", a mim não. Em nada, eu desejo a verdade e quando digo isso, penso: verdade quanto à postura, fala, ao modo de agir para comigo, ou seja, em tudo.

Fiquei pensando em uma lista que detesto que façam comigo:

1. Não dizer que não gostou do que falei PARA MIM, porém fala para o outro;
2. Fingir, tudo, que é amigo, que compartilha ideias... não me diga nem bom dia, por favor, eu juro, não ficarei triste.
3. Me perguntar se estou bem, dizer que sentiu saudades..., mas basta escutar uma coisa que não gostou, pronto... não me diz e, pior, continua fazendo as mesmas perguntas...
4. Não ser sincero, eu não quero mentiras sinceras, eu quero verdades sinceras, sempre.

Espero não ofender a ninguém, se o fiz, sinto muito, mas me digam: Olha, não gostei! Não é da sua conta, você passou do limite, você nem me conhece direito... enfim, mas não fale de mim pelas costas, por favor, eu posso ver, escutar, descobrir, sem querer, e é muito triste, quer dizer, não é tristeza... é decepção.



segunda-feira, 20 de outubro de 2014

À Laís

Minha filha,

Há um ano você chegou até nós, depois de nove meses crescendo e se nutrindo dentro de mim, das sensações que me proporcionava, daqueles momentos em que éramos apenas eu e você, às 9:38 do dia 20/10/2013, você chegou. Um pacotinho tão pequenininho, quando a peguei no colo, nós nos reconhecemos, eu sei.

Hoje, depois dos 365 dias juntas, o que eu tenho a dizer e oferecer? Felicidade, saúde e amor. Desejo que em sua caminhada, eu possa estar sempre por perto, de seus olhos e de seu coração.

Desejo que você sempre seja capaz de fixar-se no belo da vida, pois nela encontramos o feio e o belo, fixe-se, sempre, no belo. Olhe as estrelas, emocione-se com a Lua e com a poesia, observe o mar, sinta o cheiro das flores, seja um pouco borboleta, flor, peixinho.

Laís, o mundo é grande! Olhe para ele e sonhe! Sonhe tudo que você conseguir, abra seus braços para eles, corra com eles e lute cada dia para torná-los realidade. Você vai ver que há dias nublados, cinzas, outros claros, azuis, dias de sorrisos, dias de lágrimas. Não perca nenhuma gota de chuva, nem os dias de sol, acorde e agradeça, chore quando assim for preciso, mas seja você e inteira em tudo que fizer.

Há uma lista infinita de desejos só para você, seja feliz, sempre, minha filha! Luz e harmonia em seu caminho.

Com muito amor, sua mãe, Camila.

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Voltar

Voltando a dedicar pequenos minutos para esse meu espaço.

"A alma dá voltas, vai pra lá... grita, fica, esperneia, chora, bate
Vê a chuva, o sol, os dias sim, os dias não.
Eis que se olha! Muito mudou, nada mudou!
A marca do tempo se faz presente,
a vontade de ser poeta segue permanente,
entre rimas fracas, palavras tortuosas,
Volta.
Pra si, para o nada, para o além.
Volta.
Pra sorrir, chorar.
Volta.
Não se encontrou, não se perdeu.