sexta-feira, 26 de outubro de 2012

sorrisos

Se soubessem que basta um único sorriso para me ganhar.

corpos

Quantos corpos com vida, sem vida, circulam pela cidade.
Corpos secos de paixão, de alegria. vida.
Corpos que se calam com a tristeza da alma.
Alma sem vida sorrindo, de mentira, para as passagens do cotidiano.
Vão vivendo.
É simples e fácil ser um corpo com vida, sem vida.
Basta calar-se e ir sendo um não ser.
Ser de mentira. Vida sem vida.
Mentira da alma.
Coração sem nada batendo.
Bate involuntariamente
Se tivesse vontade própria, pararia.
Não chora. Não ri.
É quieto. Cala-se.
Sem vida.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Esperar

É engraçado esperar, você fica olhando, olhando ... espera uma palavrinha, pequena, simples e ela não vem.
Então, você desiste, chora e fica olhando os passarinhos.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Outubro

Agosto foi duro, muito difícil, mesmo... fiquei torcendo a cada segundo para que o mês mais bonito chegasse, setembro... e, então, ele vai embora, engraçado como o cotidiano vai levando a gente para a realidade e de repente, pronto.
A dor passa, a ferida seca, as lágrimas passam,

amo o tempo, ele é o remédio da alma.
Não é fácil ir caminhando diante das pedras no caminho, mas aí, aprendemos que umas pulamos, outras chutamos, outras pegamos e colocamos no bolso... e vamos... sinto um alívio por outubro chegar, tudo virou história, uma coisa para contar, rir, chorar.
Foi difícil colocar tudo no lugar, separar o que é real, o que é fantasia, o que é sonho, mas enfim voltei... sim, há muitas coisas para organizar, mas estou leve.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Respeite meus cabelos brancos

Resolvi mudar a cor do cabelo. Não sei, ainda, lidar com os fios brancos que aos poucos vão aparecendo.
Sentada no ônibus pensando nas cores que eu poderia ter na cabeça, eis que entra uma senhora com o cabelo todo branco, sua cabeça era de um branco cinza, bonito ... logo pensei, cada fio deve representar uma lágrima, um sorriso, uma dor, uma flor, surpresa, as pedras encontradas no caminho.
Eu queria ter a coragem de aceitar e mostrar as marcas do meu caminho em minha própria cabeça, mas ainda não sei e talvez nunca saberei.