quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Angústia

Ela chega.
Abre a porta, senta-se.
Com olhos grandes e dominantes.
Sarcástica.
Nao pede licença.
Não pergunta se pode.
E ri.
Muito.
Começa com seu jogo cruel.

Sabe da força de sua presença.
Me domina completamente.
Me paralisa.
Me olha.

Meu corpo vai endurecendo.
Tento correr. Fugir.
Mas não posso. Estou totalmente petrificada.

Não adianta lutar contra ela.
Peço para que se vá. Mas ela fica.

Então, começa a sua canção.

As horas vão passar.
E eu?
Só me resta chorar.

Um comentário:

  1. Seus versos são maravilhosos. Parabéns! Beijos.

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